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ODINEI
DOS SANTOS
Há
pouco tempo recebi uma ligação de uma loja ortopédica.
A pessoa solicitava um Técnico em montanhismo para ir
até seu endereço comercial analisar uma situação
onde uma pessoa teria que ficar presa pelas pernas.
Chegando ao local conversei com Vanessa, ao qual me coloca situação.
Tinham uma prótese nova no mercado, esta funciona por
sistema de sucção e que gostariam de colocar um
de seus clientes e amigo preso por elas de cabeça para
baixo para uma demonstração para as outras pessoas
ver seu funcionamento.
No dia da demonstração conheci Odinei, uma pessoa
feliz e otimista com a vida, um verdadeiro exemplo.
Equipamento de segurança colocado, lá estava ele
dependurado de cabeça para baixo pelas próteses.
Ele mesmo vai relatar sua historia:
Era
para ser mais um dia na minha rotina de menino do interior.
Levantei cedo e fui auxiliar meu pai na colheita de arroz.
Eu estava contente, pois no dia seguinte completaria 14 anos.
Porém o destino reservava um cenário de diferente
pra mim.
No meio da manhã a colheitadeira emperrou e eu fui, imprudentemente,
destravá-la com os pés.Ao mesmo tempo em que consegui
fazer a engrenagem voltar a funcionar, escorreguei com os pés
para dentro da ceifadeira.
Neste momento a minha vida mudou radicalmente.
Levado da cidade de Gaspar, Santa Catarina, para o hospital
em Blumenau, fui atendido pelo ortopedista Dr. Paulo Bordoni.
Lá tive a felicidade, em um momento de profunda infelicidade,
de ser acompanhado e tratado por um profissional extremamente
competente.
Os dias seguintes foram de intermináveis tristezas e
desesperança, quando Dr Bordoni me falou da possibilidade
concreta de eu voltar a andar com próteses.
Foi como um sopro de vida. Eu com 14 anos, comemorados¨
dias atrás não conseguia ver razão para
viver.
Neste momento entrou na minha vida a Ortopédica Catarinense.
A forma profissional e humana como fui tratado, como fui encorajado
a enfrentar os desafios que viriam pela frente, com certeza
faz diferença.
Hoje faço coisas que jamais faria se o destino não
me roubasse parte de minhas pernas.Hoje me sinto um vencedor
que soube acreditar nas palavras amigas, que soube não
recuar frente a um abismo que parecia intransponível,
que soube assimilar muito bem o que transmitiram nas primeiras
semanas de reabilitação na Ortopédica Catarinense:
o limite é uma linha que está sempre a um passo
a nossa frente.Como tem sido bom dar estes passos.
Texto.
Elton fagundes e Odinei dos Santos
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