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DADÁ MOREIRA
Sou formado em direito, jornalismo e fotógrafo profissional
e há 12 anos começou a se manifetar os primeiros
sintomas de uma doença neurológica chamada Ataxia
Espinocerebelar (SCA 7), afetando o equilíbrio, coordenação
motora fina, fala e visão ,
no entanto prático esportes de aventura.
Sempre pratiquei esportes e viajava bastante. Mas, a partir
dos primeiros sintomas, fiquei uns quatro anos achando que minha
vida estava acabada para uma das coisas que eu mais amava: os
esportes.
Na mesma época, fui acompanhando o crescimento do ecoturismo
e do turismo de aventura, lamentando ficar de fora dessas atividades
que eu adorava.
Foi então que descobri os esportes adaptados. Começei
em casa me recondicionando físicamente. Lembro-me que
quando fui pedalar na bicicleta ergométrica, consegui
fazer 15 segundos.
Depois de 1 ano, fiz um rafting. Depois me apresentaram a escalada.
Queria mais, e pensei então num salto de paraquedas.
Hoje sei que a verdadeira limitação está
na cabeça e não no físico.
Esses esportes estimulam a auto-superação, o trabalho
em equipe, o equilíbrio, coordenação, técnica
e coragem. Enfim, um desafio para o corpo e a mente.
Utilizar novamente o corpo com prazer através da pratica
de uma atividade física resgata a auto-estima e inverte
a imagem de piedade e negativismo carregada por uma pessoa com
deficiência.
Por isso, criei o projeto Aventura Especial. Quero incentivar
mais pessoas com dificuldades “aparentes” a ter
uma vida normal e, principalmente, feliz. E o ecoturismo e a
pratica de esportes na natureza, sem dúvida, são
excelentes atalhos para encontrar esse estado de espírito.
Outro objetivo é conscientizar empresários da
indústria do turismo a adaptar seus estabelecimentos,
destinos e atividades para poder receber esse turista especial,
público formado por mais de 25 milhões de brasileiros.
Não quero que vejam como caridade e sim um mercado enorme
e pouco explorado.
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DE ARTIGO
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